quinta-feira, 20 de março de 2008

Fora com elas


O novo Acordo Ortográfico deveria conter um artigo que prevesse a proibição ou o bloqueio tanto oral como escrito de palavras/expressões da língua portuguesa, que, por serem usadas tão indiscriminadamente, moldam as cabeças da sociedade portuguesa, e logo as suas acções, e logo a sua história. Inauguro de seguida uma lista onde também aproveito para incluir palavras que são simplesmente feias a nível estético:
1 - esperança
2 - crise
3 - Deus queira que
4 - transeunte
5 - açambarcar
Aceitam-se mais sugestões.

quarta-feira, 19 de março de 2008

'Im so tired of you America'

Faço minhas as palavras de Rufus Wainright neste "Going to a town".

O cantor actua na Casa Das Artes de Famalicão, nos dias 28 e 29 de Junho. Quem souber quando é que os bilhetes são postos à venda, que me avise.

terça-feira, 18 de março de 2008

A cruz alemã


"A Shoah enche os alemães de vergonha".


Angela Merkel hoje no Parlamento Israelita

domingo, 16 de março de 2008

Laibach no Theatro Circo




Esta é a banda que diz ser a versão Rammstein para adultos. Provocadores, são odiados tanto pela esquerda como pela direita. São eslovenos, mas cantam maioritariamente em Alemão (Laibach é o nome da capital eslovena - Liubliana - em Alemão). Existem há mais de 20 anos, e são uma das principais influências de Rammstein.
Eu diria que é ao contrário, eles é que são Rammstein para adolescentes, já que as letras não dizem nada senão ambíguas mensagens humanistas-nacionalistas-militaristas, não se percebendo muito bem qual é afinal a ideologia que defendem, se é que a têm. E para não falar que se limitam a anáforas constantes, repetições de espécies de slogans acéfalos, que fazem lembrar as músicas mais parvinhas que os Rammstein se lembraram de escrever (e que se limitam a meia dúzia, e maioritariamente no início da carreira). E quanto à música, remeto para aqui, e quem conseguir aguentar até ao fim que me avise. Algures durante o vídeo lê-se no ecrã por trás "Faschismus" (Fascismo) e depois "Roter Anarchie" (Anarquia Vermelha), o que já diz muito sobre aquilo que ganem o concerto inteiro. (Ah, e aceitam-se todo o tipo de comentários às criaturas laracroftianas a tocar tambor).

sábado, 15 de março de 2008

Línguas malditas

Não, este não é mais um post sobre idiomas ou outras coisas linguísticas, mas sim aquilo que poderá vir a ser a designação para as línguas (as literais, físicas, onde sentimos o paladar) que tenham piercings lá enfiados. Segundo a notícia que por aí corre, o PS entregou no Parlamento um projecto de lei que pretende proibir os piercings na língua. Citando um dos comentários à notícia, na página online do Público, "Vão fazer o quê? Obrigar-me a mostrar a língua nas operações stop?" (João Sá).
Excesso de higiene ou tentativa de nos pôr todos iguais? É que alguém a fumar ao meu lado pode prejudicar a minha saúde. Entendo e apoio a proibição. Não tenho a certeza se falar com alguém com uma língua com piercing me faria algum mal... Ou este projecto já estará a prever os danos causados na saúde pública pelos beijos (franceses) a pessoas com piercings?
Então e as pessoas porcas, cheias de piolhos, barbas feitas ninhos de micróbios e aqueles homens que mantêm a unhaca do dedo mindinho com o triplo do tamanho das restantes - para essa gente não há leis? Uma pessoa porca em frente a nós numa fila de uma qualquer repartição e o cheio que dela emana parece-me bem mais incomodativo para a minha saúde do que um brinco ou um anel numa língua que eu nem tenho que ver, a não ser que a pessoa ande com a boca aberta, algo pouco provável.
Falando em bocas abertas, eu apoiaria incondicionalmente uma lei que proibisse maus hálitos!Essa sim, valeria a pena. Vou tentar chegar a proposta ao PS.

sexta-feira, 14 de março de 2008

Iberices

"A Audiência Nacional espanhola vem de anular a sentença que condenava os catalães Jaume Roure e Enric Stern a pagarem 2730€ pela queima de fotografias do rei Juan Carlos I o dia 13 de Setembro, com motivo duma visita oficial deste à cidade de Girona. A razão desta anulação é que não se brindaram todas as garantias processuais aos acusados, já que o magistrado que presidiu o tribunal durante o processo, Jose María Vázquez Honrubia, não entendeu as declarações em língua catalã dos acusados."

in Portal Galego da Língua

Nova escrita em ação


Leio na imprensa de hoje que o novo acordo ortográfico foi ratificado na semana passada em Conselho de Ministros, e que novos dicionários, já com a nova ortografia, são lançados hoje. O tipo de discussão feita sobre este assunto (já desde a década de 80) revela o maior desinteresse da opinião pública em relação àquilo que não cansa de considerar a sua pátria, numa acrítica e seca imitação da frase pessoana. Exceto linguistas que debateram a questão de um modo que só lhes interessa a eles mesmos e personalidades nacionalistas preocupadas com a supremacia da ortografia brasileira, a discussão foi pobre, discreta e irrelevante, e não foi levada ao povo, aquele que aprende e usa a língua, e que, queiramos ou não, a faz evoluir, primeiramente a nível oral.
Os portugueses deveriam saber claramente que a escrita da sua língua mudou… ou não? Provavelmente sou só eu que me preocupo demasiado com estas coisas. Afinal, a mudança não é tão expressiva quanto isso, veja-se este texto que, já contemplando a nova ortografia, não magoa ninguém (exceto o meu Word, que ainda sublinha a palavra “exceto” a vermelho).

PS: o novo alfabeto português tem 26 letras (23+k/y/w).

quinta-feira, 6 de março de 2008

Só não sabem que nada sabem

Não vou entrar no circo imparável de opiniões sobre a actual polémica em relação à avaliação de professores. A mim parece-me justo e saudável que as pessoas (sim, apesar de tudo, é o que são, embora muita gente ache que são uma raça à parte) lutem pelo que lhes parece ser um golpe brutal nas expectativas que toda a vida tiveram (concordemos com elas ou não; parecendo-nos mais ou menos profissionais). Por outro lado, uma carreira profissional sem obstáculos também não é justa, não havendo selecção de quem é melhor ou pior no seu trabalho, não havendo diferenciação na avaliação de competências.
Também não ignoro que o novo estatuto da carreira docente se estrutura eminentemente a partir de critérios economicistas, e que o mérito e a excelência figuram apenas como termos bonitos que justificam um documento legal que tinha que ter uma justificação formal que não a redução de custos. Até aqui tudo bem.
Aquilo que me indigna e que me entristece no meio disto tudo não é a actuação da ministra, a redução dos salários e a impossibilidade de muitos professores de virem a chegar a um escalão para o qual tinham previsto chegar desde sempre. Não me entristece a luta dos professores, e as suas tentativas de democraticamente se oporem a medidas que (na visão deles, e à qual têm direito) os prejudicam e ao sistema de ensino. Fico contente por ver um governo a tomar atitudes, sejam elas mais positivas ou menos, e fico contente por ver uma classe de cu quadrado de tanto conformismo e excesso de regalias como a dos professores a fazerem frente às medidas do governo.
O que me entristece é a forma como alguns professores o fazem, e que demonstram que, de facto, as fraquezas que as novas medidas vêm combater existem no professorado. Regalem-se com o que tenho ouvido no meu local de trabalho:
"A ministra é uma cabra/puta/ovelha."
"Eles querem-nos foder, é o que eles querem."
"Ai eu não quero excelente, já não quero; para quê, para ter mais trabalho?"
"Oh, esses instrumentos de avaliação são para estagiários!"
"O governo e os pais não entendem que se formos avaliados pelos resultados dos alunos vamos passar a dar-lhes boas notas e a passar toda a gente, diminuindo a já pouca qualidade de ensino?"
Professores destes andam por aí. Almas sábias que se auto-congratulam por terem nas mãos a formação do país. Espécimes que reduzem essa mesma formação a uma questão de vingança e de dinheiro no bolso. É destes sábios que não tenho peninha nenhuma. É contra eles que me apetece lutar e é deles que quero proteger os futuros cidadãos do país. E ao menos numa coisa estou de acordo com as t-shirts que eles por aí levam: estou de luto pela educação.

terça-feira, 4 de março de 2008

Aus Deutschland

Tocotronic - Mein Ruin

Cinema alemão na Velha


Em Março, a Velha-a-Branca, em Braga, apresenta três filmes alemães:


Amanhã (4ª feira) - 22h - Nosferatu (1922), de F.W. MURNAU


Sem data ainda definida, a Velha passará ainda dois grandes clássicos: o documentáriio "Triunfo da Verdade", de Leni Riefenstahl, e o filme "Lili Marleen", de Rainer Werner Fassbinder.


Para quem fala alemão, o Departamento de Estudos Germanísticos promove na primeira 4ª feira de cada mês, também na Velha, um encontro de falantes de alemão, sejam eles nativos, alunos (iniciados, avançados, etc) ou gente simplesmente interessada na "língua dos pensadores e poetas".


Ver detalhes aqui.